22 outubro, 2015

Pensamento ... (50)


Pensamento ... (50)

Ela chegara, enfim, chegara
Queria somente o perdão:

Perdão pelas palavras mal ditas e pela culpa dada
Tentando dividir o peso que somente ela poderia carregar;
Por querer dividir uma dor que lateja e embaralha a memória ...
Por não conseguir decifrar e insistir em dividir o que era só dela...

Perdão, por tentar medir e comparar a dimensão de um instante
e não sentir a ausência de sintonia. Impossível de tocá-lo ou ouvi-la...

Perdão por não conseguir conter o que desacreditava desde sempre
mas que pensava em querer dar a si o que mal foi visto
apesar de carregar consigo...
Perdão por não estar aqui, e se assim a perdeu
e por ter lhe arrancado dos seus versos, agora tão somente dela...

Ela tentara traduzir sensações milenares, mas que tão pouco acreditara, apesar de ser também sua veste...

DúKarmona®

Tem coisas assim:



Tem coisas assim:

Por mais que doa, por mais que esteja claro pra todos...
A gente prefere não dar importância.
Melhor, porque pode cair no vazio ou do lado errado. Errado?
É o lado mais certo; não ver as cores, remendar os dias e seguir, porque afinal, precisamos chegar a algum lugar.
Mesmo que às vezes seja preciso parar, chorar...
Mas é preciso continuar...
Pintei de cores e palavras, tudo que vivi e prometi a mim mesma.
E queria mais, mas um pouco menos dolorido seria melhor
Mas insistem em seguir pelo caminho da dor e eu só assistindo, é o que posso.
Mas agora doeu, uma dor latente, profunda...
Que chega a doer a alma...
Aquele jeito que tinha de me olhar,
era como dizer que queria o sol, as estrelas...
Mas que estaria comigo, sempre, mesmo quando escolhesse ir, estaria comigo.

Dói a alma e deixa um vazio...


DúKarmona®


Olhar ...



Olhar... (3)

"Em teu olhar
Transborda!!...
Tiro, atiro
Atino fascina!
De canto, qual canto, que canto.
Ensurdeço!
Sujeito, sem jeito, no jeito.
Acerto!”


DúKarmona®

Foco ...





              Foco...

              " [...] Foco
              o oco 
              que o barulho 
              do teu silêncio 
              deixou...... "

              DúKarmona®


              Recanto das Letras

20 outubro, 2015

20/Outubro - Dia do Poeta



20/Outubro - Dia do Poeta

À todos os Poetas e Amigos da Poesia,
meus Parabéns!

E para cada Dia, uma Poesia!

DúKarmona®

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Sensações Lidas...




Sensações Lidas...
Escrevo assim porque não me caibo
Sinto mundos em mim deixados
De onde vim ...
Não me pergunte assim como faço
Porque só sei o que sinto e é tão rápido
Que muitas vezes me escapo

Dizem que poeta é assim...
Sinto além de mim,
E fico nua de mim
Quando em palavras
Revelo meus segredos
Fragmentados ...
Em sensações lidas...

E entre retalhos de mim,
Leio as sensações
Da noite enluarada,
Do entardecer com pingos de estrelas...
Entre chuva, ventania e brisa
E dou formato à poesia
Tornando a vida mais amena...

Deixo a quem não viu
O meu retrato...
E em forma de poesia
Tudo que senti
Quando vestida de vida,
entre sensações lidas
Tento o meu resgate ...


Dú♥Karmona®

Amor (do Poeta)




Amor (do Poeta)

" Sou o teu Amor, tua paixão, tua emoção:
Sou o reflexo da lua no mar... sou tua lua nova.
Sou o exagero do céu em noite de lua cheia
Sou tua estrela cadente, cumprindo teu desejo ardente
Sou a brisa do mar e trago tua inspiração
Amor cantado em versos, em forma de poesia...
Faço parte de toda tua arte,
Viro poesia e até uma canção...
Sou o Amor do Poeta exagerado
Intenso em versos e escritos com paixão
Sou a dor do amor sentido e entregue;
Dor desnuda que faz virar Amor numa canção.
E vivo da tua paixão... Sentindo tua emoção.
Sou tua inspiração, e viro poesia e até uma canção.
Sou o Amor do Poeta que fala com a alma
Entre palavras e versos, revelações...
Sou o Amor do Poeta,
E tua inspirada solidão... "

Dú♥Karmona®


03 outubro, 2015

Silêncio que fica!




Silêncio que fica!

Palavras entaladas
Na garganta sem rima
Adocicadas e sentidas
E às vezes insanas...

Palavras não ditas
Cartas não escritas
Pensamentos engolidos
Pra tentar esquecer
O que não pôde ser

Em tom cinza
Enfraquecida, largada
No canto da memória
Esquecida...

E na mente inquieta
Com a pressa do tempo
Fica gritante e então passa
Sem viver a vida
Sem o som das palavras
Neste silêncio que passa

E a lua, no fundo da casa
Fala em um instante e se cala
Com tudo guardado
Dentro da boca fechada

Vê tudo que passa,
Sente tudo que ouve
Mas o que cala
É o que grita
E não passa...
Vira pedra doída
Neste silêncio que fica
E não passa
Não! Não passa...


DúKarmona®

Surpreenda-me!




































Surpreenda-me !

Pegue o atalho
Ou qualquer desvio...
Mas que lhe traga!
Chegue sem avisar...
E traga seu encanto...
Desperto de tantas magias...
Que mate essa sensação de perda
E abrande nossos medos
Surpreenda-me com atitudes
Aquela tão contida
Que parece ser ilusão
Mas a maior do seu coração...
Conte-me seu maior desejo
Seu primeiro beijo
Seus sonhos inacabados
Os realizados!
E também os desmoronados...
Declame seus versos
Mudo de palavras
Imersos em seu tão calado sentir...
Mas, conte-me!
Surpreenda-me com seus dissabores...
Valores, calores, fervores... Amores!
Conte-me seu maior medo...
Surpreenda-me com revelações...
Solte suas loucuras...
Seu desejo!!!
Surpreenda-me com seu perfume
Com sua essência
Com sua presença
Desejos no meu caminhar.
Entre atalhos ou desvios
Mas, surpreenda-me!

DúKarmona®