18 dezembro, 2013

Pensamento ... ( XXXVII )






Pensamento ... ( XXXVII )

“ Depois de tanto relutar, ela chegara de lugar nenhum
Não tão despida, inteira, quanto deveria, 
mas quem sabe aos poucos iria se abrindo, soltando...
Ao fundo uma música bem tocada
Que fez entender o que lhe doía, o que lhe tirava o sono
Sem ouvir o som do seu peito, sem perceber estar quase morrendo...
Adiantou: amo tudo que tenho, mesmo sem esse ‘tudo’ às vezes não me esperar...
Não adiantava ficar ali mostrando o que lhe doía nesse desespero
Ver a vida ir assim há dias... Em horas...
E sentir os últimos minutos vividos bem à sua frente!
Isso doía, mas não poderia ser fraca e estendeu os braços para as lágrimas incessantemente jorradas... Pela vida ida...
Por tudo intacto, pela dor sentida até o fim...
Isso tudo doía, sangrava.
E estava virando pedra dolorida por não conseguir exteriorizar, entender
Sentir um mundo inteiro bater no peito dolorido e pequeno diante de tanta dor...
Por isso pensava em ser pedra, sem dor...
Não virar pedra, ‘ser’ pedra...
Para não sentir tudo isso doer em tudo que via...
E não existir ouvidos para lhe ouvir, ouvir toda sua vida...
Esse mundo de contradições... Que deixara esse nó na garganta e sua boca muda...
Queria voar em direção àquele lugar... E ir até o fim
Tirar essa dor que aumenta cada vez que assiste às atitudes alheia,
nesse mundo de faces...
Não quisera razão e sim o seu sentir tantas vezes sem graça a todos que a rodeavam
Às vezes pensava em desistir, deixar-se ir, voar ate aquele lugar...

Então aquele olhar brilhante, ingênuo, com futuro imenso...
Vontade de proteger de tudo que viria...
De todas as maneiras protegê-la...
Desde então e pra sempre...

Foi aí que pegou o que mais estava guardado,
Guardado para si e sorriu... “


Dú♥Karmona®