27 fevereiro, 2016

Solidão (20)

Solidão (20)

Viver de ilusões,
Reflexo de outros em seu  próprio espelho
É o que fizera de seu presente
Entre histórias ouvidas
Contadas em sua mente
Postas de canto, qualquer canto,
Em  cômodos vazios
Povoados de pesadelos constantes
Mistura de tempos, sem tempo
Passados a ferro, sem dó...
E tão só...

DúKarmona®

24 fevereiro, 2016

(A) Mar

(A) Mar ...

Busco o equilíbrio na estrada
Ao fundo, Titãs...
Estrada que me leva...
Brisa transformada
Em ventania, prossigo...
Tão logo, avisto a imensidão
Está à minha espera...
E sem cessar
O vento e a canção
Chego ao meu delírio
E infinito mar...
Nem tão longe do passado
Nem do meu sono...
Em reverência
Sou mais um grão na areia...
Só, despida de tudo
Mas vestida de sonhos
Realizados, resgatados
E novos sonhos...
Assisto ao espetáculo
Entre gritos das ondas
Que vão e vêm
Devolvendo meu silêncio...
Banham minh’alma
Deixando o desejo
Desse (A) mar ...


DúKarmona®

21 fevereiro, 2016

Inteira !? (2)


Inteira !? (2)

“ Sim, estou aqui, cheguei quase agora, apesar da minha idade...
Minhas experiências me delatam... quase que no mesmo exato do tempo, esse tão cruel e inevitável.
Depois de tantas esquinas, algumas submersas e ancoradas em pesadelos, eu voltei sim, sem ter andado em círculos.  E em algumas esquinas estive ausente, não poderia suportar a visão turva e nebulosa. Foi melhor assim... Temos que ter redomas e sabermos usá-las também, eu aprendi assim em umas das tantas primaveras passadas a qual deixou muitas cicatrizes...
Sim, em meu retorno, voltei inteira, fragmentada em retalhos colados.

Inteira, em retalhos de mim... “  - DúKarmona®


20 fevereiro, 2016

Tanto faz ?!





Tanto faz?! 

Ela pensa: não sabe existir sem ele...
Que seu coração não bate sem ele
E que o ar que respira, divide com ele
O que quer esconder
É que está maquiando o mundo...
Em seu mundo de tantos “tanto faz”
Ela sabe, no fundo ela sabe
Que as dores são dela, somente dela
E retorna sem seu resgate,
Colando os ‘cacos’ fragilizados
Pela suas fraquezas...
Vitima em cacos
Em seu próprio velório...
Afasta à todos se condicionando
Sem vestir suas culpas...
Não, ela não sabe viver sem ele
Em seu abismo, vela seu ‘eu’
Em um canto qualquer
Para ela, é mais fácil
Viver no mundo de ‘tanto faz’...

DúKarmona®


Recanto das letras

02 fevereiro, 2016